Hoje foi um dia “especial”

Hoje fiz uma cirurgia no dedo. Eu retirei um cisto no meu dedo indicador esquerdo, bem na região entre a mão e a dobra do dedo.
Quando cheguei no hospital estava um pouco apreensiva, assustada, na verdade, antes mesmo já me sentia assim. Chegamos era em torno das 7h e a cirurgia ia acontecer às 9h. Tive que tomar banho lá, pois no dia anterior, antes de dormir, não havia tomado banho, só na parte da tarde antes de ir para a faculdade. Eu usei um chuveirinho para não molhar o meu cabelo e um líquido tb, especial para a assepcia, a limpeza do corpo. Tive que ficar sem nenhuma roupa, apenas o “roupão” descartável de hospital e uma touca tb descartável para cobrir meus cabelos. Não imaginava que iria ser assim tão cheio de coisas e cuidados, por isso fiquei um pouco assustada.
Após o banho, tomei uma cápsula de pré-anestesia que iria me fazer dormir. Antes de me deitar à cama e dormir, eu fui urinar. Voltando à cama, não demorou muito, eu senti sonolência e cochilei. Minha mãe estava no quarto comigo o tempo todo, apenas deu uma saída enquanto eu tomava banho. Após um certo tempo, eu acordei com os enfermeiros. Eles trouxeram uma maca e me deitei sobre ela. Enfim, me levaram para a sala de cirurgia.
Sentia meu corpo pesado e sonolência, por causa do remédio. Lá, eu tomei anestesia na minha mão esquerda. Era uma sensação desconfortável e fiquei aflita, pq aquele líquido começou a arder a minha mão, como se estivesse com a mão no fogo. Logo passou. E, de repente, eu apaguei. Dormi e não vi e nem senti mais nada! Quando acordei, a cirurgia já havia se acabado e eu já estava com minha mão esquerda enfaixada. Foi como mágica! Perguntei para a enfermeira que horas eram e ela me disse 13h. Eu pensei “ufa, já aconteceu”, se bem que aquilo era simples e não iria me trazer complicações. Voltei ao quarto, fiquei recebendo soro no outro braço e dormi. Fiquei liberada às 17h30 do dia de hoje, mesmo.
Gozado, de tudo que aconteceu e correu bem, eu sinto em mim que alguma coisa aconteceu, talvez espiritualmente falando. É como se alguma coisa em mim tivesse morrido. Acho que estou me tornando uma pessoa cada vez melhor. Talvez seja isso.
Não queria digitar isso, mas… eu me comovi com a última cena do capítulo de hj da novela das 6. A Sinhá Moça levou um tiro do próprio pai. Ela foi libertar os escravos do seu pai, mas os escravos não mais queriam a liberdade pois estavam vivendo bem, soltos na fazenda. Sinhá Moça não acreditou naquilo, pois aquele era seu grande ideal, a abolição dos escravos.  Logo, começaram os tiros e Rodolfo, seu amado, deu a passagem para Sinhá ser a primeira a escapar de lá. Mas ao invés de ela realmente fugir, ela seguiu com seu cavalo preto vestida de preto e com uma máscara e chapéu preto, e parou devagar em frente à sua própria casa. O barão saiu com uma arma e fitou o fugitivo e atirou. Mas este fugitivo não era quem ele pensava ser. Era sua própria filha.
Aquilo foi bonito e havia um significado, ela fez aquilo por amor. Por amor ao seu ideal, por amor ao bem de todos e, principalmente, por amor ao teu pai. No fundo ela queria impedir o pai de fazer aquelas loucuras, queria que o pai deixasse de ter tanto ódio no coração, espalhando sua tirania e poder para todos os lados. E foi assim que ela fez, que ela encontrou um jeito de fazer seu pai, o barão, parar com aquilo tudo e refletir em suas ações. Talvez essa fosse a única maneira que ela encontrou para impedi-lo de suas maldades sem cabimentos.
Ela foi uma heroína e eu me senti como ela. Senti que, eu estou vivendo uma situação em que, ser quem eu sou, seguir meus ideais, está me fazendo pagar um certo preço por isso. É assim, eu não sou uma pessoa de muitos amigos. Eu venho caminhando solitária por já algum tempo, não que eu quisesse que as coisas fossem assim. Parece que certas pessoas não gostam de mim sendo que eu nunca cheguei a fazer mal algum a elas. E outra coisa, eu não entendo o jeito das outras pessoas. Parece uma praga, o que um fala de mim, todos acreditam e não fazem um esforço sequer para verificar que a coisa não é bem por aí. E assim essa praga se espalha, e eu não consigo penetrar na sociedade de forma tranquila e feliz. E às vezes eu choro e me sinto sozinha e me pergunto o porquê disso. E assim vai indo, um dia eu caio e outro dia eu me levanto. Mas mais em pé do que caída eu estou. Eu aprendo rápido e não me debato tão fácil, pois, por mais difícil que as coisas estejam, eu quero ir sempre até o final. De fato, os piores momentos eu acho que já passei e conto, com a ajuda dos deuses, que tudo irá correr melhor e melhor. E assim eu vou vivendo nessa luta, em dias de cão. Mas, agora, olhando para este meu indicador enfaixado junto com a mão e que eu devo mantê-lo sempre na vertical, eu entendo que eu devo ser uma, única, assim mesmo, sem querer provar o meu valor.

Sobre Lygia L

Sou designer de sistemas, paulista, 31 anos. Gosto de trabalhar o autoconhecimento e de todo assunto que leve à isso. Este ano estou me colocando no mercado de trabalho. Estou em busca de progresso e evolução na minha carreira e na minha vida.
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Uma resposta para Hoje foi um dia “especial”

  1. Lygia L disse:

    Eu achava que as coisas iriam melhorar mas eu não sabia que iriam ficar piores até eu ter concluído a faculdade.

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