Raiva e Medo

Tive um sonho esta manhã, mas não posso dizer que foi um sonho esquisito. Foi um sonho diferente, talvez cheio de coisas que me têm ocorrido, e que minha cabeça me atormenta e meu coração, às vezes, fica apertado. Mas aí eu procuro entender o porquê de tal coisa estar me atormentando, já que sei das verdades. Bom, aí, com muito esforço eu consigo afastar o que me angustia. Coisas que pessoas falam, pensam. Palavras ditas que machucam. Palavras e jeitos em certas pessoas que me irritam. Isso tudo é tão ruim, não quero me irritar com nada, por isso, me faço uma auto-análise. Pois, se algo me irrita, é porque algo em mim é irritável. Mas, isso não vem a calhar. Vem a calhar o sonho que tive. Me parece um pouco revelador com as coisas que tenho vivido e percebido.

Estava com um pessoal (acho q era minha família) e chegamos em uma pousada de frente para uma praia, tinha gramado e um banheiro lá fora, era um lugar bem bacana. Meus pais e eu, na vida real, chegamos a conhecer esse lugar. Bem, eu queria me trocar, colocar um biquine e então eu peguei um short e meu biquine, fui até o banheiro. Eu fechei a porta, o banheiro era simples, tinha uma privada e um lavatório simples e uma fechadura das mais simples tb, nem tinha puxador, só a fechadura. Mas daí não me recordo… mas acho q abri a porta, ou nem sei mesmo se cheguei a fechar, mas teve duas crianças, um menino e uma menina que começaram a me atasanar. Estava trocando de roupa… eles abriram a porta e me queriam ver pelada, tirar a minha roupa! Eu já estava sem calcinha, mas estava tentando colocar de volta e eles puxaram a minha calcinha e ela se esticou muito. Queriam tirar a minha roupa mesmo, como brincadeira de moleques.

Eu fiquei muuuito brava com aquelas crianças! Quando consegui colocar minha roupa, eu queria pegar um deles, não importava qual, eu peguei a menina. Eu estava mesmo possessa. Peguei a garota, virei ela de ponta cabeça e resolvi afundar a cabeça dela na água da privada. Eu não estava nem me importando, eu fiz isso e não pensei em nada, só de dar uma lição naquelas crianças. Quando tirei a cabeça da menina, ainda de ponta cabeça, ela vomitou, mas mais parecia diarréia que não sei o quê. Botei ela no chão e ela foi embora correndo. O menino ficou assustado e saiu correndo chamando por alguém (um inimigo) enquanto tinha pego a menina e feito o que fiz. Aí, apareceu um cara jovem, careca e de corpo malhado, todo machão, e eu pensei: “O que ele vai fazer comigo? No máximo vai me trancar no banheiro ou me bater e tentar tirar minha roupa”. Fiquei com medo, mas até que não me abalei muito, eu só encostei a porta, deixei a porta entreaberta (me pergunto pq fiz isso? como se eu não tivesse forças pra fechar a porta!).

Enfim, o inimigo não veio. E eu fiquei na minha, esfregando minha roupa que estava suja da “diarréia bucal” da menina. O chão estava um pouco sujo tb. Suspirei, e disse “o que eu faço?”, então, pensei assertivamente: “Bom, eu vou limpar isso tudo, depois de limpar minha roupa e colocar o meu biquine.”

Atrás de mim eu senti uma presença, um homem. Eu me virei, ele estava no canto do banheiro, de sunga preta com um dos pés em cima da privada (que não tinha tampa) olhando abismado ao redor do banheiro, como se ele tivesse visto toda a cena no antes, durante e agora estava vendo o resultado. Tinha aparência até atraente e muito confiante, tinha uma leve barriguinha, ele era um pouquinho cheio, aparentava uns 38 anos, pele morena, cabelos compridos encaracolados castanho escuro e olhos tb. Ele parecia ser um homem de poder, que tinha algum conhecimento da vida e das coisas, talvez, um marinheiro, mas de certo modo não devia ser. Mas ele se mostrou pra mim de sunga preta, ele tinha uma espécie de aura por trás. Eu me assustei ao vê-lo, pois achava que era um inimigo que não tinha visto entrar e por isso já fui soltando a boca em cima dele, quando me dei conta que ele era um amigo. Eu ia falar algo querendo me defender, falei alto, ecoou no banheiro pq tinha um pé-direito alto (teto alto), ele disse: “não, não não…”, como forma de fazer eu perceber que ele não era um inimigo, e me calar, me sussegar. Então ele começou a falar comigo. Ele dizia: “Sabe, eu também já passei por coisas ao longo de vinte anos…” e daí eu acordei!

Eu pensei em coisas sobre a espiritualidade. Já me contaram que eu tenho um guia espiritual de muita luz e sabedoria, mas que eu tenho medo de vê-lo. Isso é verdade. Tenho medo de ver pessoas do plano espiritual. Eu fiquei sugestionada sobre o sonho, pois aquele homem apareceu com uma sunga dentro do contexto da praia e do biquine que ia vestir. Ele não se mostrou de branco, pois poderia me assustar mais ainda. Mas eu não fiquei tão assustada, fiquei tranquila e à vontade com ele. Parece que ele ia me dizer algo importante. Ele estava vendo o que estava acontecendo, a injustiça que fizeram comigo.

O fato de eu ter pego a menina e enfiado a cabeça dela na privada, oras, ela merecia! Talvez eu não fizesse isso na vida real, mas foi incrível.

Sobre Lygia L

Sou designer de sistemas, paulista, 31 anos. Gosto de trabalhar o autoconhecimento e de todo assunto que leve à isso. Este ano estou me colocando no mercado de trabalho. Estou em busca de progresso e evolução na minha carreira e na minha vida.
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